ERICK REIS GODLIAUSKAS ZEN

Um blog sobre História e Geopolítica

Meus Livros

L I V R O S

IDENTIDADE EM CONFLITO. Os Imigrantes Lituanos na Argentina, no Brasil e no Uruguai (1920 – 1955).

Identidade em Conflito

Identidade em conflito analisa as formas de estruturação e as relações entre as comunidades lituanas radicadas na Argentina, no Brasil e no Uruguai. De forma comparada, busca compreender as referências identitárias deste grupo nacional durante o processo de desenraizamento territorial e a formação dos laços de solidariedade ao longo do processo de inserção nos diferentes Estados nacionais. Ao mesmo tempo, demonstra como estas comunidades se relacionavam para além das fronteiras dos países em que se estabeleceram, construindo intercâmbios de experiências e organizando movimentos sociais e políticos.

  • O livro pode ser adquirido pelo site da EdUFSCar. AQUI

Leitura do primeiro parágrafo do meu livro.

MATARAM ALFONSAS MARMA. Imigração, comunismo e Repressão.

Mataram Alfonsas Marma… Em 1949, a polícia de São Paulo matou três militantes do Partido Comunista Brasileiro (PCB) na cidade de Tupã. Entre eles o lituano Alfonsas Marma. Escritor e gráfico na imprensa comunista lituana no Brasil, Alfonsas foi expulso do país por sua atividade política, em 1930. Se estabeleceu no Uruguai no mesmo ano e, em Montevidéu, contribuiu para a fundação de importantes jornais lituanos comunistas. IMG_0167

Na metade da década de 1930, Marma voltou ao Brasil e se tornou o responsável pela produção e publicação dos principais jornais comunistas e de esquerda no país. Suas armas de luta política sempre foram as ideias e a imprensa. Por essa razão, foi novamente preso e ao ser posto em liberdade foi, pouco tempo depois, assassinado.

Amigos e camaradas de Partido Comunista no Brasil e no Uruguai voltaram à Lituânia Soviética na década de 1950 e lá, a história de Marma, passou a ser lembrada em livros de memória, em homenagens pública e em artigos de jornais, principalmente nas datas de seu aniversário de nascimento e morte. Com o fim da URSS, ele foi posto no esquecimento na sua terra natal. No Brasil, a História pouco nos diz sobre os crimes políticos cometidos no chamado período democrático e, aqui, ele é pouco lembrado. Mataram Alfonsas Marma é uma biografia que busca reconstituir, a partir de pesquisas realizadas no Brasil, Uruguai e na Lituânia, a trajetória deste imigrante.

  • O livro pode ser adquirido pelo Link

IMIGRAÇÃO E REVOLUÇÃO. Lituanos, poloneses e Russos sob Vigilância do DEOPS.

Imigração e Revolução é o segundo título da Coleção História das Migrações, organizada por Maria Luiza Tucci Carneiro e Federico Croci, uma das séries de publicações do LEER- Laboratório de Estudos sobre Etnicidade, Racismo e Discriminação do Depto de História da FFLCH-USP. A obra coloca em cena um grupo especial de imigrantes:lituanos, poloneses e russos. Distintos por suas atividades políticas e culturais, eles estiveram sob a vigilância da Polícia Política, o Deops do Estado de São Paulo, entre 1924 e 1950.

Fichados como “subversivos” da ordem” distinguiam-se por suas ideologias cujas diferenças instigavam conflitos no interior das suas comunidades. Tratados como imigrantes indesejáveis, foram perseguidos, presos e até mesmo expulsos do Brasil, por não corresponderem ao ideário do Estado brasileiro, autoritário e nacionalista na sua essência. Através dos documentos produzidos pelo Deops, o autor reconstitui a lógica policial movida pela desconfiança e os atos da repressão institucionalizada.

A grande quantidade de impressos em idiomas lituano, polonês e russo anexados aos prontuários policiais permitiram a reconstituição de uma rede de relações cuja trama comprova os contatos entre várias comunidades radicadas no Brasil e no exterior.

Através da infiltração de agentes do Deops e da cooptação de colaboracionistas junto aos imigrantes, as autoridades da repressão eram movidas pela idéia de que os lituanos, poloneses e russos eram “revolucionários por tradição”. Ao analisar o discurso dos agentes da ordem, o autor recupera as marcas da intolerância étnica, religiosa e política sustentadas por um Estado que defendia a homogeneização de idéias e atitudes em nome da segurança nacional.

A proibição de falar o idioma de origem em público, o fechamento de escolas e de associações culturais, o confisco de documentos pessoais, a prisão e o ato de expulsão de estrangeiros serviam como medidas profiláticas para inibir as proposta ditas “revolucionárias” e garantir o controle social. No conjunto, o cruzamento das fontes policiais com os documentos confiscados dos cidadãos sob suspeita permite o resgate da história e da memória dos imigrantes no Brasil sob o viés da repressão e da resistência política.

  • O livro pode ser encontrado no site da Edusp

O GERME DA REVOLUÇÃO. A Comunidade Lituana Sob Vigilância do Deops (1924 – 1950).

O Germe da Revolução aborda o processo de repressão à comunidade lituana que, assim como tantos outros grupos estrangeiros radicados no Brasil, foi vigiada por causa de suas idéias e práticas políticas entre 1930-1950.

Aborda, ainda, as associações e clubes formados em São Paulo que visavam preservar a identidade de origem diante da política de homogeneização sustentada Estado brasileiro no período. Analisa os casos de expulsão do território nacional utilizado contra os estrangeiros acusados de atividade subversiva. Na segunda parte da obra o autor apresenta um inventário dos prontuários organizados pela Polícia Política, permitindo ao leitos conhecer alguns dos casos mais relevantes.

  • O livro pode ser lido parcialmente no google books E adquirido no site da editora Humanitas. AQUI

C A P Í T U L O

SÃO PAULO METRÓPOLE DAS UTOPIAS. Histórias da Repressão e da Resistência no arquivo Deops. Capítulo: “ Da Lituânia para o Brasil, Utopias e Desilusões dos lituanos em São Paulo ”.

São Paulo Metrópole das Utopias elaborado com a colaboração de pesquisadores do PROIN- Projeto Integrado Arquivo do Estado/Universidade de São Paulo, tem como fio condutor a história da repressão e da resistência na cidade de São Paulo. Os jovens que assinam estes artigos são hoje militantes da memória.

Através de documentos pesquisados junto ao acervo do DEOPS/SP, sob a guarda doArquivo Público do Estado de São Paulo, os autores reconstituíram a trajetória política de centenas de anônimos: operários, judeus, negros, mulheres, comunistas, fascistas, japoneses, alemães, lituanos, dentre outros tantos segmentos sociais perseguidos por “pensarem diferente” e por sonharem com um mundo melhor. Estes estudos combatem, em particular, a historiografia comprometida com as versões oficiais da História que, protegida pela legislação brasileira, dá legitimidade à ação dos carrascos, perpetradores de utopias.

C O M O  C O L A B O R A D O R

IMPRENSA CONFISCADA PELO DEOPS 1924-1954

Prêmio Jabuti de Ciências Humanas 2004

Imprensa Confiscada pelo DEOPS é uma publicação organizada por Maria Luiza Tucci Carneiro e Boris Kossoy, coordenadores do PROIN, com a participação de uma equipe de pesquisadores/bolsistas Fapesp. Reconstituiu a história de 64 jornais nacionais e 14 jornais estrangeiros, todos confiscados pela Polícia Política entre 1924-1954. Com base nesta documentação é possível construir parte da memória da imprensa política militante no Brasil e, principalmente, aquela que circulou na clandestinidade por força da censura institucional. Sua trajetória, cujos meandros nem sempre são fáceis de descobrir, pode ser comparada ao traçado de um labirínto cujas entradas saídas se encontram ora interrompidas, ora abertas para o mundo múltiplo da resistência.

Dois textos abre este volume apresentando uma análise dos jornais selecionados como amostragem: ” O jornalismo revolucionário ilustrado”, de Boris Kossoy [pp.11-18] e “Imprensa Irreverente, tipos subversivos”, de Maria Luiza Tucci Carneiro [pp. 19-59]. A segunda parte é composta por fichas específicas de cada um dos jornais conntendo os seguintes campos de informações: editores, sede do jornal, processo gráfico, periodicidade, local de publicação, histórico do jornal desde a sua fundação, motivos da vigilância e da apreensão. Se cruzados com os registros policiais, estes periódicos nos oferecem a oportunidade de reconstituir as estratégias de ação dos grupos de resistência e a lógica que regia o aparato repressivo estatal. Nos permitem também repensar o papel do Estado republicano que, ao longo da sua trajetória, amordaçou a imprensa contestaória, além de nos oferecer subsídios para avaliar as relações da maçonaria com o movimento antifascista e o lugar do impresso revolucionário no Brasil. Uma amostragem destes documentos pode ser consultada no link “impressos” do site PROIN.

 

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