Os lituanos na Guerra Civil Espanhola lutaram contra o fascismo . Em julho de 1936, a Espanha entrou em Guerra Civil, quando o General Franco articulou um golpe de Estado derrubando o governo democraticamente eleito, dando início a uma ditadura. Os republicanos resistiram e, junto com as forças de esquerda, reunindo os anarquistas e comunistas, passaram a enfrentar o ditador.

O ditador Franco buscou ajuda militar na Alemanha nazista e na Itália fascista. Os ditadores enviaram tropas “voluntárias”, assim como forneceram aviões e submarinos reforçando as forças franquistas. A ajuda militar resultou em tragédia, como o bombardeio da cidade de Guernica e Madrid.

Do lado Republicano, a ajuda internacional também foi grande. Os movimentos antifascistas prestaram solidariedade aos combatentes republicanos. Em diversos países do mundo, notadamente na América Latina como na Argentina e em Cuba, voluntários foram mobilizadas. Desta solidariedade, grupos de esquerda se dirigiram para a Espanha e se engajaram no conflito.

Dentre os grupos de esquerda, o mais numeroso foi organizado pelos comunistas, com o apoio da União Soviética e da Internacional Comunista. Os comunistas formaram as chamadas Brigadas Internacionais, em outubro de 1936, que chegaram a contar com quarenta mil membros.

Os Imigrantes Lituanos na Guerra Civil

Os imigrantes lituanos na América, que já participavam de organizações antifascistas, pois consideravam como fascista o governo lituano de Antanas Smetona, se engajaram no movimento. Os lituanos começaram a difundir a propaganda pela mobilização antifascista primeiro na América do Norte e posteriormente na América do Sul.

A mobilização entre os lituanos reuniu voluntários para lutar na Espanha. Da Argentina, vinte e três lituanos foram combater na Espanha. Outros três da América do Sul se juntaram a eles, sendo dois do Uruguai e um do Brasil.

Entre os lituanos radicados no Brasil, a mobilização foi menor, principalmente porque o Partido Comunista Brasileiro (PCB) estava na ilegalidade devido ao movimento (Intentona) de 1935. Assim, a difusão e mobilização de voluntários era bastante difícil, pois muitos lituanos comunistas estavam nos calabouços de Getúlio Vargas naqueles anos.

Meu livro

No meu livro Identidade em Conflito em dediquei um capítulo inteiro a mobilização antifascista dos lituanos na América do Sul. Vale você conhecer essa atuação dos lituanos. Aqui