Por: Dr. Erick Reis Godliauskas Zen

Twitter: @erickrgzen

Matei um texto… Fazendo cópias de segurança! Aquilo que sempre prometemos fazer, mas nunca fazemos… O tempo é sempre uma excelente desculpa! Oito horas para dormir. Oito horas para trabalhar. Oito para… Fazermos o que quisermos. Em teoria funciona, mas na realidade sempre arrumamos muitas horas para não fazer nada e depois sentimos culpa por não ter feito coisa alguma.

Tudo isso para dizer que hoje descobri que matei um texto. Escrevi com muita dedicação, coloquei todas as notas. Todas as referências, tudo pronto, mas por uma daquelas questões impossíveis de serem explicadas, simplesmente o esqueci em milhares de pedacinhos espalhados pelo HD.

Como é possível esquecer um texto? Até considero plausível esquecer uma pessoa.

As vezes é uma sorte esquecer alguém, mas um texto? Não posso me perdoar!

Eu o abri surpreso ao encontrá-lo esquecido em uma pasta sem nome. Conferi cada detalhe. Estava pronto, poderia simplesmente enviá-lo por email e submetê-lo a alguma revista, mas o tempo…

É impossível que um texto sobreviva a seu tempo de esquecimento. Depois de ler uma única vez já tive vontade de alterá-lo. Aquela palavra. Aquela vírgula. Nada sobrevive a uma nova leitura.

O texto já estava morto.

Um toque no teclado para enterrá-lo em definitivo.

A sorte dos textos é que da mesma forma que eles morrem eles podem renascer.

Não aguentei…